Cunnus

Cunnus

domingo, outubro 23, 2005

De Diogo Fogaça a uma dama muito gorda, que se encostou a ele, e caíram ambos, e ele disse-lhe sobre isso umas palavras.

Rifão

Que gentil feição de damas,
não sei como vo-lo diga,
que tudo é cu e mamas
e barriga.

As mamas dão pelo ventre,
o ventre pelos joelhos,
e do cu até aos artelhos
gordura sobresselente.
Arrenego de tais damas,
é forçado que o diga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Corrigiram-na mui bem,
pero foi com muita pena,
porque lhe fizeram querena
no rio de Sacavém.
Revolta de ambas as camas,
isto com muita fadiga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Corrgiram-lhe o costado,
mas a quilha ficou podre.
Remendaram-lhe com um odre
do avesso tosquiado.
E com três peles de gamas,
muita estopa de estriga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Não prestou calafetar,
porque faz água profundo,
já não há crespim no mundo
que lha pudesse vedar.
Ao diabo dou tais damas,
é forçado que o diga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Cabo

Mas quebraram-lhe as estoras,
encostou-se sobre mim,
teve debaixo crespim
bem acerca de três horas.
Já renegava das damas,
saio com muita fadiga
debaixo de cu e mamas
e barriga.

Diogo Fogaça

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